Foi picado por uma serpente? Saiba o que fazer e como cuidar

Apenas no etado de São Paulo foram registrados 1.415 acidentes envolvendo serpentes, com cinco óbitos em 2026

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Divulgação/Governo de SP

Provavelmente você já ouviu que quando se é picado por uma serpente é precisso sugar o veneno, fazer um torniquete, cortar o local da picada ou até aplicar produtos naturaris no ferimento. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), essas práticas, embora muito conhecidas, são mitos.

Mas o que deve ser feito?

Ainda segundo o CVE, o primeiro passo é procurar por atendimento médico para uma avaliação e aplicação do soro antiveneno correto. Quanto mais rápido for o atendimento, menores são as chances de complicações graves.

Porém, existem algumas ações imediatas que podem ajudar a garantir a segurança de quem foi picado até chegar a uma unidade de saúde

O que fazer:

  • Lave o local da picada apenas com água e sabão;
  • Retire calçados, tornozeleiras, pulseiras, anéis ou outros objetos que possam dificultar a circulação em caso de inchaço na região afetada;
  • Mantenha a pessoa em repouso e evite esforços físicos;
  • Se possível e sem se aproximar da serpente, fotografe o animal para auxiliar na identificação.

O que não fazer:

  • Não utilize torniquete ou garrote;
  • Não corte ou perfure o local da picada;
  • Não tente sugar o veneno;
  • Não aplique qualquer substância na região atingida, como álcool, medicamentos caseiros, folhas ou pó de café.

Dados do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (Nies) da SES-SP indicam que o estado registrou 1.415 acidentes envolvendo serpentes e cinco óbitos em 2026. Do total, 34,2% foram classificados como acidentes botrópicos, ou seja, causados por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias , como jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, comboia e cruzeira.

Essas espécies são encontradas em diferentes habitats, incluindo margens de rios, áreas agrícolas, regiões litorâneas e zonas de transição entre os meios rural e urbano.

Nos acidentes com essas serpentes, os principais sintomas são dor e inchaço na região afetada, manchas arroxeadas e sangramentos no local da picada, nas gengivas, na pele e na urina.

Onde buscar ajuda

Para facilitar o acesso rápido ao tratamento, a Secretaria da Saúde disponibiliza uma plataforma online que permite localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (PESA) mais próximo, com disponibilidade de soro antiveneno.

Basta acessar a lista de serviços e inserir as informações de endereço nos campos correspondentes para encontrar a unidade mais próxima. A plataforma também disponibiliza informações sobre os serviços de atendimento soroterápico no estado.

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