Tarifaço dos EUA atinge SP e SC e concentra 52% das perdas

O novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros atinge com mais intensidade São Paulo e Santa Catarina, enquanto o governo prepara medidas para reduzir os impactos sobre empresas exportadoras e ampliar mercados internacionais

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
tarifaço dos EUA - Thamais
Imagem:Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar impactos expressivos nas exportações nacionais, principalmente em São Paulo e Santa Catarina. Os dois estados concentram mais da metade das vendas diretamente atingidas pela nova cobrança de 25%, cenário que mobiliza o governo federal e entidades ligadas ao comércio exterior em busca de alternativas para reduzir os prejuízos às empresas brasileiras.

São Paulo concentra maior volume financeiro afetado

São Paulo aparece como o estado mais impactado em valores absolutos. Isso porque uma parcela significativa das exportações paulistas destinadas ao mercado norte-americano será atingida pela nova tarifa.

Além disso, o estado responde por aproximadamente 41,6% do valor total das exportações brasileiras diretamente afetadas pela medida. Dessa forma, diversos segmentos industriais poderão enfrentar aumento de custos, perda de competitividade e necessidade de buscar novos compradores no mercado internacional.

Santa Catarina enfrenta maior dependência do mercado americano

Embora São Paulo concentre o maior volume financeiro, Santa Catarina apresenta uma situação considerada mais delicada sob outro aspecto.

Isso ocorre porque cerca de 68% das exportações catarinenses destinadas aos Estados Unidos entram na lista de produtos impactados pela tarifa adicional. Portanto, empresas instaladas no estado tendem a sentir efeitos mais intensos em razão da elevada dependência do mercado norte-americano.

Paraná também pode sentir reflexos

Além de São Paulo e Santa Catarina, o Paraná também figura entre os estados que podem enfrentar consequências importantes.

O setor madeireiro aparece entre os mais expostos, já que uma parcela significativa da madeira importada pelos Estados Unidos tem origem em empresas paranaenses. Nesse sentido, especialistas avaliam que a redução da competitividade pode afetar toda a cadeia produtiva, desde fabricantes até exportadores.

Ao mesmo tempo, o aumento dos custos também pode atingir consumidores norte-americanos, especialmente setores ligados à construção civil, que dependem da madeira brasileira.

Governo prepara medidas para apoiar exportadores

Diante do novo cenário, o governo brasileiro trabalha em ações para minimizar os impactos econômicos.

Entre as iniciativas anunciadas está um programa voltado às empresas mais afetadas, além de investimentos destinados à diversificação de mercados internacionais. A estratégia busca ampliar oportunidades comerciais em outros países, reduzindo a dependência das vendas para os Estados Unidos.

Além disso, programas de promoção comercial e apoio às exportações devem receber reforço para facilitar o acesso das empresas brasileiras a novos compradores.

Entenda o tarifaço

A medida anunciada pelos Estados Unidos estabelece uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país.

Enquanto isso, o governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas para a adoção da cobrança e acompanha os desdobramentos da decisão.

Por fim, especialistas avaliam que o novo cenário pode acelerar estratégias de diversificação comercial das empresas nacionais, reduzindo a concentração das exportações em poucos mercados e fortalecendo relações comerciais com outros parceiros internacionais

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