Depressão na terceira idade: por que ela pesa mais e como reconhecer sinais

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Transformações como aposentadoria, perdas afetivas e mudanças de rotina podem deixar a saúde mental dos idosos mais frágil. Segundo dados citados pela geriatra Julianne Pessequillo, cerca de um terço dos idosos no mundo apresenta sintomas depressivos; no Brasil, até 13% dos maiores de 60 anos relatam diagnóstico, de acordo com a PNS/IBGE. “A saúde mental na terceira idade é questão de dignidade”, afirma a especialista.

A médica ressalta que muitos sinais ainda são confundidos com o “natural da idade”, o que atrasa a busca por ajuda. “Cuidar da saúde emocional dos idosos é tão essencial quanto cuidar da saúde física”, diz Pessequillo.

Por que o idoso fica mais vulnerável

O envelhecer traz ganhos, como maturidade, mas também desafios que podem abrir caminho para a depressão, sobretudo quando há solidão e rupturas na rotina. Entre os fatores que aumentam o risco, a geriatra destaca:

  • · Isolamento social após a aposentadoria, perdas e menor mobilidade
  • · Luto repetido, que reabre feridas e fragiliza o emocional
  • · Doenças crônicas e dor, que afetam bem-estar e autonomia
  • · Dependência de terceiros, gerando vergonha e sensação de inutilidade
  • · Aposentadoria sem planejamento, que abala identidade e propósito
  • · Baixo reconhecimento dos sintomas, confundidos com envelhecimento

Somam-se a isso preconceitos que minimizam o sofrimento psíquico na velhice e silenciam pedidos de ajuda.

Sinais que pedem atenção

No idoso, a depressão costuma ser mais sutil e mascarada por queixas físicas. Mudanças persistentes no comportamento ou no humor merecem atenção:

  • · Perda de interesse por atividades antes prazerosas
  • · Irritabilidade, choro fácil e frases de desvalorização
  • · Lentificação ou agitação incomum
  • · Queda no autocuidado
  • · Dores sem explicação clínica
  • · Alterações de sono e apetite
  • · Isolamento progressivo
  • · Lentidão no raciocínio ou dificuldade de concentração
Foto: Divulgação.

Acolhimento e tratamento mudam o desfecho

“A depressão não é parte natural do envelhecimento.” Para Pessequillo, diagnóstico precoce e apoio consistente devolvem qualidade de vida. “Com diagnóstico precoce e apoio adequado, o idoso pode recuperar autonomia e qualidade de vida”, afirma.

O tratamento é individualizado e pode incluir psicoterapia, intervenções sociais, atividades comunitárias e, quando indicado, medicação sob supervisão médica, com atenção a interações entre remédios. A atuação integrada de médico, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, assistente social e família ajuda a restaurar funcionalidade, autoestima e autonomia.

Acima de tudo, o acolhimento é inegociável. “Nenhum tratamento funciona sem acolhimento. Minimizar o sofrimento com frases como ‘é da idade’ rompe a confiança. O idoso deprimido precisa ser ouvido e validado”, diz a geriatra. E conclui: “Envelhecer não significa perder alegria, mas redescobri-la com novos significados”.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS