Mansur: “Google não matou o SEO. Fez pior”

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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Durante anos, muita empresa tratou SEO como um jogo de posição. Colocava palavra-chave, ajustava título, escrevia um post genérico, fingia profundidade e esperava o algoritmo colaborar. Funcionou por um tempo.

A internet também já achou banner piscando uma boa ideia, então vamos manter a humildade histórica.

Agora a busca subiu de fase. Com AI Overviews, AI Mode, Gemini, agentes e carrinhos inteligentes, o Google deixa de ser apenas uma lista de links e começa a virar uma máquina de resposta. A pessoa pergunta, a IA interpreta, cruza fontes, compara opções, resume o caminho e, em alguns casos, já prepara a ação. E isso muda a pergunta que importa.

Antes era: como eu ranqueio para essa palavra?

Agora é: por que uma IA deveria escolher a minha marca como fonte confiável?
Essa é a diferença entre SEO e o que o mercado está chamando de GEO, Generative Engine Optimization. Não é mágica nova. Não é arquivo secreto. Não é hack vendido em PDF com cara de salvação espiritual para site abandonado. É o SEO sendo forçado a virar adulto.

E o Google cortou a fantasia dos atalhos: não existe passe mágico para aparecer nas respostas generativas. O básico ficou mais importante. Site rastreável. Conteúdo claro. Experiência real. Autoridade. Reviews legítimos. Dados bem organizados. Produto bem cadastrado. Perfil local atualizado. Página que responde pergunta de verdade.

O conteúdo genérico perde valor. Aquele post “5 dicas para vender mais” vai virar ração barata para IA resumir. O que ganha força é repertório próprio: casos, dados, ponto de vista, processo, comparação, bastidor, prova, imagem, vídeo e resposta específica para problema real.

No varejo, o aviso vem com sirene. Com agentes de compra e Universal Cart, o consumidor pode nem entrar no seu site antes de decidir. A IA pode comparar preço, estoque, prazo, avaliação, benefício de cartão e disponibilidade. Quem estiver mal descrito, mal avaliado ou invisível para máquina nem entra na conversa.
O jogo saiu do clique e foi para a confiança algorítmica.

A marca precisa ser legível para sistemas inteligentes e útil para pessoas reais. Parece óbvio, mas basta abrir metade dos sites corporativos para lembrar que o óbvio virou artigo de luxo.

O Google não acabou com o marketing. Acabou com a preguiça disfarçada de estratégia.

Com todo mundo berrando no feed, o marketing bom encontra o ponto exato onde o barulho vira atenção. Agora, além de atenção, ele precisa virar fonte. E fonte não se improvisa na véspera.

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