A segunda fase da Operação Avaratia foi deflagrada nesta quinta-feira (03) e cumpriu 22 mandados em endereços ligados à uma quadrilha suspeita de roubar R$70 milhões da agência Desenvolve-SP.
O programa oferece linhas de crédito com juros mais baixos e prazos longos para apoiar micro, pequenas e médias empresas do estado. Segundo os agentes, os criminosos utilizavam de empresas de fachada para solicitar créditos no programa e ficar com o dinheiro.
Documentos foram apreendidos na operação, e devem ajudar a bloquear o patrimônio dos líderes da organização. Justiça pretende recuperar o valor desviado pela quadrilha no próximo passo da operação.



Como o golpe funcionava
Segundo os policiais, os criminosos criavam empresas de fachada e levantavam valores fraudulentos de dívidas com a ajuda de contadores. Desta forma, eles conseguiam se inscrever no programa da Agência Desenvolve-SP, criada durante a pandemia para ajudar micro, pequenas e médias empresas do estado, oferecendo linhas de créditos com juros baixos.
Após a liberação dos créditos, os criminosos pegavam os valores e não pagavam as parcelas dos empréstimos ou financiamentos feitos juntos à agência.
Investigação
A fraude foi constatada pela ouvidoria da Desenvolve-SP, e demitiu cinco funcionários da própria agência por suposto envolvimento no esquema. A Polícia Civil investigou o caso após a denúncia do órgão, e cumpriu mandados. Na primeira investida da operação, carros de luxo, joias e computadores foram apreendidos.
Após análise da perícia, o mapeamento do dinheiro desviado foi feito e uma nova fase da operação foi deflagrada hoje (03).
80 policiais evolvidos na operação reuniram novos documentos para fechar o cerco contra a quadrilha. Agora, a justiça busca bloquear o patrimônio dos chefes da quadrilha para recuperar os mais de R$70 milhões roubados.
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