


Os ferroviários da Linha 10-Turquesa da CPTM aprovaram, em assembleia realizada na segunda-feira (10), o estado de greve. A decisão ocorre em meio à discussão sobre um projeto de lei que trata da preservação dos empregos dos trabalhadores durante a reorganização da companhia.
Apesar da aprovação, não há uma greve marcada até o momento. Portanto, a circulação dos trens permanece normalmente enquanto a categoria tenta avançar nas negociações.
A medida aumenta a pressão sobre o governo estadual, especialmente diante das mudanças previstas para a operação dos ramais da CPTM. Além disso, os trabalhadores pretendem buscar alterações no texto atualmente em discussão.
Ferroviários cobram mudanças no projeto de lei
O principal ponto de preocupação da categoria está relacionado ao Projeto de Lei 777/2026, apresentado pelo governo paulista para estabelecer mecanismos de proteção aos empregos dos funcionários da CPTM.
No entanto, os trabalhadores avaliam que o texto precisa passar por modificações para atender às reivindicações apresentadas durante as negociações.
Nesse sentido, novas emendas foram apresentadas ao projeto nesta terça-feira (11). Ao todo, são 13 propostas de alteração, elaboradas com o objetivo de modificar pontos considerados problemáticos pela categoria.
Dessa forma, a discussão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) ganhou importância para os próximos passos do movimento.
O que significa o estado de greve?
O estado de greve não representa uma paralisação imediata dos serviços.
Na prática, a decisão significa que os trabalhadores permanecem mobilizados e preparados para iniciar uma greve caso as negociações não avancem.
Portanto, passageiros da Linha 10-Turquesa da CPTM não precisam considerar, neste momento, uma interrupção programada do serviço.
Entretanto, a situação pode mudar conforme o andamento das discussões sobre o projeto de lei e as reivindicações apresentadas pelos ferroviários.
Manifestação está prevista para 18 de agosto
Além da aprovação do estado de greve, os trabalhadores programaram uma manifestação para 18 de agosto.
A mobilização deverá ocorrer na Assembleia Legislativa de São Paulo e tem como objetivo pressionar os parlamentares pela alteração do projeto.
Ao mesmo tempo, os ferroviários pretendem ampliar o diálogo com deputados estaduais para buscar apoio às mudanças propostas.
A expectativa é que a mobilização tenha influência sobre a votação do texto. Por consequência, o resultado das negociações poderá determinar os próximos passos da categoria.
Linha 10-Turquesa segue funcionando normalmente
Por enquanto, a Linha 10-Turquesa segue em operação. O ramal atende passageiros entre a região central de São Paulo e o ABC Paulista, chegando a Rio Grande da Serra.
A linha possui 14 estações e aproximadamente 38 quilômetros de extensão, desempenhando papel importante na ligação entre a capital e municípios da região metropolitana.
Assim, uma eventual paralisação teria impacto direto na rotina de milhares de passageiros que utilizam o transporte ferroviário diariamente.
Ainda não existe, porém, uma data definida para uma eventual greve. A categoria deve acompanhar o andamento do projeto e das negociações antes de decidir pela paralisação.
Contexto envolve mudanças na operação da CPTM
A mobilização ocorre em um período de mudanças importantes no sistema ferroviário paulista.
Nas últimas semanas, trabalhadores de outras linhas da CPTM também realizaram movimentos relacionados à garantia de empregos durante a reorganização da companhia. As Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade chegaram a ter uma greve aprovada no início de agosto.
No caso da Linha 10-Turquesa, entretanto, a situação ainda está em uma etapa diferente. Os trabalhadores aprovaram o estado de greve, mas não definiram uma paralisação.
Diante disso, os próximos dias serão decisivos para determinar se haverá avanço nas negociações ou uma eventual escalada do movimento.
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